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Tarifa de 25% dos EUA: o que está em jogo para o setor moveleiro


No dia 15 de julho, os Estados Unidos confirmaram uma nova tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, uma medida separada da tarifa de 50% que já está em vigor sobre móveis e colchões desde agosto do ano passado. A nova taxação passa a valer em 22 de julho.


Origem da nova tarifa

Essa tarifa nasce de uma investigação distinta, baseada em acusações de práticas comerciais consideradas desleais, envolvendo temas como comércio digital, sistema de pagamentos e desmatamento ilegal. A lista abrange cerca de 4 mil produtos brasileiros.


O efeito acumulado

Alguns produtos ficaram de fora da nova cobrança, como café, carne bovina, pescado, terras-raras e laranja, mas móveis não aparecem entre as exceções. Somada às tarifas já existentes, a taxação total sobre produtos afetados pode chegar a até 37,5%, segundo estimativa do setor industrial.


Onde o setor já sente o efeito

Os Estados Unidos, historicamente o principal destino das exportações brasileiras de móveis, já perderam participação: a fatia americana caiu de 29,2% para 25,2% em um ano, enquanto Uruguai e Argentina ganharam espaço na rota de exportação.


O que ainda está em aberto

Com a tarifa confirmada e prestes a entrar em vigor, o que resta em aberto agora é o desdobramento: se o Brasil vai buscar acordo, judicialização, ou resposta via reciprocidade, e o quanto disso chega a afetar o preço final do móvel brasileiro nos EUA.


Leitura do momento

Independente do desfecho dessas negociações, o comércio exterior do setor moveleiro já opera sob um cenário mais fragmentado e menos previsível, o que reforça a diversificação de mercado como estratégia, e não só como reação a um evento pontual.



 
 
 

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