Nordeste como nova fronteira de negócios para o setor moveleiro
- Asisto
- Jul 2
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O Nordeste consolidou-se, em 2026, como a principal fronteira de expansão para o setor moveleiro. Depois de superar o Sul e retomar a segunda posição no consumo nacional, atrás apenas do Sudeste, a região virou destino natural para fábricas e marcas que buscam espaço num mercado ainda pouco disputado.
Consumo espalhado, produção concentrada
O contraste é o que torna essa fronteira interessante. Enquanto o consumo já avançou por toda a região, a produção segue concentrada: 80% das fábricas do Norte e Nordeste estão em apenas cinco estados, Bahia, Ceará, Pernambuco, Pará e Maranhão. É esse descompasso entre onde se compra e onde se produz que abre espaço para quem chega cedo.
Paraíba lidera o movimento
Nenhum estado ilustra isso melhor que a Paraíba. Segundo o IEMI, a produção de móveis no estado cresceu 205% entre 2019 e 2024, o maior avanço entre os estados nordestinos e mais de 13 vezes a média regional, que ficou em 15,7% no período. No consumo, a Paraíba também liderou o ranking nacional, com alta de 11,2% contra uma média brasileira de 5,8%.
O que está puxando essa demanda
Construção civil aquecida, valorização imobiliária e turismo em expansão, com destaque para o litoral paraibano, sustentam esse crescimento. João Pessoa teve o maior avanço populacional proporcional entre as capitais nordestinas no Censo 2022, e o mercado imobiliário local acompanhou esse ritmo, com forte alta no número de unidades vendidas em 2025. Novos empreendimentos hoteleiros e residenciais ampliam ainda mais a demanda por mobiliário.
Por que a produção regional ganha força
Para a ABIMÓVEL, esse movimento tem lógica operacional: móveis e colchões têm grande volume físico e custo logístico relevante, o que torna produzir perto de onde se consome uma vantagem competitiva real. Especialistas do setor já apontam uma tendência de descentralização, com o Nordeste caminhando para maior autossuficiência produtiva.



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