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Frete rodoviário sobe pelo 5º mês seguido em 2026: o impacto para quem fabrica e vende móveis


O preço médio do frete por km rodado chegou a R$8,66 em abril, alta de 8,39% em relação a março. Diesel e tensão no Oriente Médio puxam os custos, e o setor moveleiro absorve o impacto antes de conseguir repassá-lo.

 

O preço médio do frete por quilômetro rodado fechou abril de 2026 em R$8,66, alta de 8,39% em relação a março, quando estava em R$7,99. Foi o quinto mês consecutivo de aumento em 2026. De dezembro de 2025 a abril de 2026, o frete acumulou alta superior a 16% em apenas cinco meses.

 

Os dois fatores que puxam o movimento: diesel em alta e tensão persistente no Oriente Médio.

 

Por que o frete não para de subir

O principal vetor da alta é o preço do diesel, pressionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio sobre a cadeia de abastecimento de petróleo. O diesel comum e o S-10 registraram altas de 6,42% e 7,18% respectivamente, chegando a médias de R$7,46 e R$7,61 por litro.

 

Além do combustível, há pressão regulatória. A entrada em vigor da nova tabela do piso mínimo da ANTT em janeiro, com reajuste superior a 3%, e a obrigatoriedade ampliada do CIOT a partir de maio adicionaram novas camadas de custo ao transporte. A tabela da ANTT tem um mecanismo de gatilho: sempre que o diesel varia mais de 5%, os pisos mínimos são atualizados. Em 2026, esse gatilho foi acionado mais de uma vez.

 

O que isso significa para a fábrica de móveis

Fábrica que distribui em todo o Brasil lida com esse custo antes de conseguir repassá-lo ao cliente. O frete não entra na nota como linha visível para o comprador, mas entra no preço final, na margem ou nos dois.

 

Prazo de entrega e custo de frete são dois dos primeiros fatores que uma loja pergunta antes de fechar pedido. Quando o frete sobe, a negociação fica mais difícil dos dois lados: a fábrica pressiona o prazo para otimizar a rota, e a loja pressiona o preço para manter sua margem.

 

Vale registrar que o aumento no preço do frete não representa ganho real para as transportadoras. O que ocorre é uma recomposição parcial diante da elevação dos custos operacionais, especialmente do diesel, que pode representar entre 35% e 50% do custo total do frete. A cadeia inteira absorve o impacto.

 
 
 

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